17.8.12

Bandas Sonoras (1)

Rio Bravo (1959), Howard Hawks


A música no cinema de Hawks assume um papel preponderante, decisivo. É na sua passagem que as relações dos personagens dos seus filmes se desenvolvem, se cimentam. É através desta ferramenta, integrada na realidade própria da narrativa, que o argumento se demarca, se aprofunda e se reflecte nele mesmo. No caso de Rio Bravo, e deste(s) My Rifle, My Pony and Me & Get Along Home Cindy, Cindy, o tiro atinge o alvo em cheio e sem margem para dúvidas - dos mais belos momentos vindos do faroeste americano.

6 comentários:

  1. Uma cena icónica, de um filme também ele inevitavelmente icónico. Pelo menos o tempo fê-lo assim. Tem muito a ver com o espírito do filme, com o humor do filme. Adoro esse quarteto, o velho então é hilariante. Grande filme.

    http://www.cineroad.net/2012/01/rio-bravo-1959.html

    Roberto Simões
    CINEROAD.net

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  2. Sempre entendi que o melhor aliado que o cinema tem para o seu sucesso, é a Música, elemento sem o qual alguns filmes tornar-se-iam enfandonhos, chatos..ás vezes a remeter a vontade de sair da sala . Todavia, quando a música e o enredo se combinam, então acontece o sucesso ! Lembro, a título de exemplo, o formidável filme Morte em Veneza, no qual foi incluído o soberbo adagieto de Gustavo Mahler , que arrasou de emoção o espectador !! , ao ponto de um dos técnicos do filme ordenar que se encomendasse mais peças musicais ao compositor, ignorando que o músico havia morrido há imensos anos.. !!
    Isto para dizer que as bandas sonoras têm um papel preponderante no Cinema e eu, que adoro aquela arte, tenho-me deliciado ao longo destes largos anos a coleccionar êxitos inesquecíveis como o exemplo que referi atrás, bem como o supracitado Rio Bravo que guardo boas recordações da
    juventude.

    Cumprimentos.
    Com amizade,

    ANTÓNIO PALMA MENDES

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  3. ROBERTO, o quarteto é mesmo muito bom. Esta cena, para mim, é o momento mais delicioso de todo o filme :)

    JOÃO, Howard Hawks Génio ficaria bem não :P.. dos 3 filmes que apontaste apenas vi um (The Big Sleep), tenho de ver os outros.

    ANTÓNIO, a música é de facto uma mais valia para o cinema. A partir da música, por vezes, atingem-se momentos grandiosos e memoráveis, como esta cena bem o demonstra.

    Cumprimentos,
    Pedro Teixeira
    Caminho Largo

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  4. Eu acho este filme delicioso, os diálogos, as cenas, as contra-cenas, a contenção, os enquadramentos, a sequência entre espaços, etc. É um filme para se ir apreciando e para se ir depurando com revisões, creio eu e um pouco pelo que leio.

    Cumprimentos,
    Jorge Teixeira
    Caminho Largo

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  5. Pedro e Jorge Teixeira: Permita-se-me que continue no Capítulo de Bandas Sonoras de filmes. No último comentário ocupei-me da música de Gustav Mahler no filme Morte em Veneza , cujas respostas agradeço; hoje gostaria de referir-me à musica de Ennio Morricone para lhe prestar o meu tributo do grande contentamento que me proporcionou em muitos filmes, destacando as notas penetrantes. ásperas , no filme "Aconteceu no Oeste"; os uivos de coiote e o "concerto" (palavra que ele utilizou) da película " O Bom, o Mau e o Vilão" e, para não ser fastidioso , destaco tb o que disse Sergio Leone referindo-se ao compositor acima: " Posso dizer que Ennio Morricone não é o meu músico, é o meu argumentista" e finalmente a proveitosa colaboração que manteve com o referido realizador de "Era uma Vez na América" filme que nunca esqueço pelas emoções que guardo !
    Recorri, na produção deste comentário, a algumas leituras dos "Cahiers Du Cinema" como suporte das Obras mencionadas. Para que conste.

    Cumprimentos ,

    ANTÓNIO PALMA MENDES

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