16.12.13

Bandas Sonoras (9)

Lawrence of Arabia (1962), David Lean


Grandiosa, triunfal e apoteótica são alguns exemplos para a adjectivação desta monumental obra cinematográfica. O assombroso e denso tema sonoro aqui em destaque é, portanto, digno do filme a que se compromete ou se relaciona. Uma faixa famosa e intemporal, que nos dá exactamente aquilo que desejamos ou que ansiamos neste meio, sobretudo sob contornos épicos - a exaltação, o poder e a glorificação do homem. Acima de todos, estão David Lean e Peter O'Toole como o maestro e o herói, respectivamente. Além de perdurar no ouvido, esta banda sonora reside e persiste como uma homenagem a esses mesmos homens.

5.9.13

Bandas Sonoras (8)

Carrie (1976), Brian De Palma



Música triste, doce e confortante ao mesmo tempo. O perfeito encaixe e união para com a protagonista e a sua respectiva personalidade. Tema composto e dirigido pelo compositor italiano Pino Donaggio no início de uma longa parceria com o realizador Brian De Palma, que nos oferece aqui o seu trabalho e a sua competência na harmonia que impõe e expõe para dentro da atmosfera, da história e das emoções vividas. Pautada e introspectiva, mas também perturbadora e impulsiva, é uma faixa, dentro do espírito, de sugestão quase obrigatória.

30.6.13

Bandas Sonoras (7)

La Vita è Bella (1997), Roberto Benigni


Comovente, animado e impactante, são alguns dos adjectivos que se pode adornar este trecho da banda sonora de La Vita è Bella, a cargo de Nicola Piovani. A mesma que alterna entre momentos novelescos, aventurosos e alegres, numa primeira fase, com outros diametralmente emocionantes e dramáticos, na segunda e última fase da narrativa. Não é surpresa, por isso, que seja muito bem composta e requintada ao longo de todo o filme. Entre tanto por onde explorar e analisar neste triângulo entre música, argumento e filmagem, fica por agora e acima de tudo esta faixa, que tanto vale a pena ouvir, sobretudo na companhia ou na composição desta com o respectivo filme ou, mais especificamente se nos remetermos ao seu início, com a cena final.

30.5.13

Bandas Sonoras (6)

The Magnificent Seven (1960), John Sturges


Faixa e respectiva banda sonora fabricada e conduzida por Elmer Bernstein, naquele que é, indubitavelmente, um dos seus mais famosos trabalhos de composição no que à sétima arte diz respeito. A força que incute, a imprevisibilidade e a dinâmica alternada fazem deste tema em específico um autêntico hino à aventura e aos grandes Westerns de outrora. The Magnificent Seven só fica a ganhar (e de que maneira) com esta associação imortal de música e identidade.

20.4.13

Bandas Sonoras (5)

Empire of the Sun (1987), Steven Spielberg


Quase vinda de outro mundo, de outra dimensão, esta música, de seu nome Suo Gan, atravessa-nos de um ao lado ao outro, por inteiro, atingindo-nos em cheio. A única dúvida que poderá existir é se a mesma, e toda a respectiva banda sonora, está em sintonia e no mesmo patamar do filme. A resposta não poderia ser mais conclusiva - está com toda a certeza. Daquelas faixas (e daqueles momentos) para mais tarde recordar, e, porque não, para se guardar para sempre.

8.3.13

Bandas Sonoras (4)

Alexander (2004), Oliver Stone


Que melhor banda sonora para enaltecer os feitos e as conquistas de um dos maiores e mais célebres conquistadores mundiais de sempre, que esta de Vangelis? O compositor, para não variar, cria o som adequado e a música perfeita para o crescimento e estabelecimento de uma lenda. É extraordinário a forma como alguns momentos tornam-se eternos, ou atingem o êxtase de emoção. Muito se deve (por vezes se não totalmente) à banda sonora, às faixas que vão acompanhando e suportando a história e as debilidades do argumento, que na verdade não se equipara à excelência do departamento sonoro.

De entre as diversas faixas, esta Across the Mountains é, porventura, das melhores, ou pelo menos das mais emocionantes e identificativas da jornada planeada e traçada por Alexandre, o Grande - Rei da Macedónia. Uma verdadeira ode à aventura e ao desbravamento de novos territórios.

29.11.12

Bandas Sonoras (3)

El Laberinto del Fauno (2006), Guillermo del Toro


Composição orquestrada por Javier Navarrete em mais uma parceria com Guillermo del Toro. Talvez uma das melhores bandas sonoras da última década, detentora de uma linearidade e densidade extasiantes. Em crescendo, a música como que escreve o texto, imprime o ritmo e conduz à imaginação, sempre nas proporções e tempo certos e, logo, em sintonia com o que assistimos. A simbiose perfeita entre o visual (real e imaginário) e o sonoro. No fim de contas, é sobretudo de ilusão e fantasia que se faz música, e é de música que a imaginação mais depende ou mais carece de forma a atrair o improvável.

18.10.12

Bandas Sonoras (2)

Raging Bull (1980), Martin Scorsese


Pertencente ao interlúdio da aclamada e famosa ópera Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni, este tema torna-se o elemento chave, qual cereja no topo do bolo, para a derradeira imortalidade e sucesso da obra de Scorsese. Na ausência de banda sonora, a presença desta música como que ainda ressoa, e a cena correspondente inicial perdura até aos dias de hoje, no que será provavelmente uma das melhores entradas de sempre de que o cinema já produziu. Transcendente e de rara poesia.

Por intermédio desta faixa, inserida no início e no final do acto (curiosamente os extremos do seu propósito original), o filme ganha todo um sentido mais uno, cíclico e completo, como uma porta que se abre e que se fecha quando já se contou tudo o que havia para contar, quando uma vida deixa de ter reflexões e memórias que valham a pena partilhar. Arrancamos, assim, de forma fulgurante, e porque não mágica, para uma experiência avassaladora, no seu núcleo fria e silenciosa, mas poderosa que baste e que se exceda, para no fim regressarmos novamente à contemplação e introspecção de uma autêntica lição de vida.