13.6.13

Manual de Regras (5)

A vingança é um prato que se serve frio.

Kill Bill (2003-2004)
Kill Bill - A Vingança, Quentin Tarantino

8.6.13

À Pergunta da Resposta (3)

Pergunta:
Um filme que nos retrate a determinação, a força e a eternidade do amor?

Resposta:
(na resposta à questão está uma palavra a reter)

(na resposta à questão estão três palavras a reter)

(na resposta à questão está uma palavra a reter)

Pergunta:
Um filme que nos retrate a determinação, a força e a eternidade do amor?

Resposta:
A resposta está nas pistas ou no que elas sugerem.
Adivinha qual o filme?
(soluções posteriormente nos comentários)

(os textos e as publicações envolvidas nas pistas são de consulta e leitura obrigatória)

7.6.13

Cenas (5)

2001: A Space Odyssey (1968), Stanley Kubrick


Cena poderosa, visceral, triunfante, visionária. É tudo aquilo que quisermos, porque na verdade ela própria se transcende e se imortaliza como peça rara e imprescindível para a história do cinema. Conhecimento e evolução se misturam aqui para dar lugar a uma mística, a uma ideia de profundidade e de significação da vida, do Homem, ou do que a arte nos pode fornecer. No fim, nem conseguimos percepcionar correctamente o que assistimos e damos por nós a contemplar uma viagem de milhares de anos. Fica tão somente para a posteridade uma cena que a bem dizer não se deve compreender, mas sim interiorizar ou simplesmente receber.

4.6.13

Joana d’Arc por Maria Falconetti

La passion de Jeanne d'Arc (1928), Carl Theodor Dreyer


História sobejamente conhecida, e de forte cariz revolucionário, que assume neste filme provavelmente o seu auge de excelência. Numa época em que o Cinema ainda existia sem palavras, Carl Theodor Dreyer aborda o material simbolicamente e de uma forma não apenas, e inevitavelmente, dramática, mas também, e sobretudo, de um modo estilizado e único, ou caracterizado e desafiante o suficiente para, ainda hoje, ser considerado uma das obras mais influentes da Sétima Arte.

O filme pode ser dividido em três partes: o julgamento, a prisão e o acto final. Todas elas envolvidas e dominadas pela protagonista (a essência e o tal simbolismo) - a mulher por detrás do sucesso e da obra-prima: Joana d’Arc, interpretada por Maria Falconetti.

Na verdade, se o filme por si só é genial, muito é devido à sua heroína, logo indissociável da prestação da actriz. O rosto retratado da mesma, em extremos close-ups, é a imagem de marca da obra, para efeitos práticos ou teóricos, se nos remetermos ao subconsciente. E é nessa componente invisível e simbólica que a força da sua interpretação se destaca, e a sua presença se revela em todo o seu esplendor. O próprio Dreyer referia que havia algo no rosto de Falconetti que o hipnotizava. “Havia uma alma atrás daquela fachada”, dizia. E de facto, ela passa tudo o que precisamos saber, e sentir, apenas com a sua expressão, sendo o filme uma autêntica sinfonia (porque a música também é ela presença assídua) de emoções e de expressões. A sua performance consegue ir de um extremo ao outro. Transmite com igual eficácia a tristeza e a dor quanto a alegria e o conforto interior de uma mulher condenada à morte, mas às tantas resignada e convicta do seu papel. No fim, atinge uma expressão quase angelical, o que é extraordinariamente belo e comovente.

Sem maquilhagem (aliás, o realizador expandiu essa opção para todo o elenco), a actriz explora todos os músculos e todas as nuances do seu rosto, ficando-se quase só por aí, dado a solução arquitectada por Dreyer no filme, em que os close-ups desconcertantes e as aproximações (com forte sentido metafórico e de pormenor) cimentam um estilo e a estrutura-base de toda a filmagem. Falconetti restringe-se, assim, às expressões faciais, tão ou mais exigentes que as restantes, e a câmara como que não larga a protagonista, quase sufocando o espectador, que não tem solução senão sujeitar-se ao talento (e ao sofrimento) constante e ininterrupto da encenação de uma personagem entregue às mãos do destino (e de uma decisão meramente formal e premeditada). É, no mínimo, impressionante a transmissão e os sentimentos que passa Maria Falconetti.

A actriz, que não mais participou em filme algum, entregou-se totalmente ao papel, numa actuação de uma vida, literalmente. Experiência fortemente emocional, que somada ao formalismo e ao rigor da filmagem de Dreyer, devem ter tido repercussões na própria, que renunciou para sempre a uma carreira tão promissora. Fica-nos, apesar de tudo e por isso, uma iluminada e transcendental interpretação de uma personagem historicamente relevante, e de uma mulher a todos os níveis poderosa. Das mais sonantes interpretações femininas na história do Cinema.

Texto originalmente publicado na iniciativa 'Um Filme, uma Mulher' do blogue Girl on Film

1.6.13

1 Tema, 3 Filmes (7)

A Infância

Aniki Bóbó (1942)
Manoel de Oliveira

Los Olvidados (1950)
Luis Buñuel

Children of Heaven (Bacheha-Ye aseman) (1997)
Majid Majidi

por Jorge Teixeira e Pedro Teixeira